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Mostrando postagens de janeiro, 2012

[Poema] Melodia Para Quem Precisa

Nem sempre é fácil como parece O tempo não cura tudo como dizem Tentar me esconder é o que resta Perder até é uma escolha Pois não há mais nada A se fazer.... O vento sopra oposto A mão amiga não está lá É sempre noite atrás da janela E chove quando estou na rua... Uma voz surge Entoando lirismo Entre rimas e acordes Mas estou triste Sem saber muito o que fazer A vida não é a mesma Ou então eu que me moldei a ela Não era assim antes Nunca foi assim... Então aquela voz agradável Fura meu pensamento e diz: - Não perca quem você é. Não traia a si mesmo Você pode até perder tudo Mas não perca a fé em você. Sonhar ainda é bom Não pare quando ainda é cedo. Há muito pela frente E quando você estiver lá Olhará para trás e verá Todo o medo e derrota, Toda a escuridão sombria, A fraqueza voraz, A falta de coragem, A vergonha que te enudece, Olhando você distante Sem poderem te alcançar. Siga sim Ainda é tempo Força, amigo Tente só uma vez mais. E co...

[Poema] Um Poema Antes da Meia-Noite

Não me trate como se deve tratar um amor real, Pois não sou real. Sou palavra aos teus olhos, Desejo insaciável, sou bom e sou mau. Não me tome como fácil, pois fácil não sou, Sou metódico e amante. Um eterno horizonte, sombrio e amoroso, Sempre plano e vacilante. Sou teu tudo e nada, Para sempre um desejo de algo irrealizável. Sou o verme, sou o belo, o brilho nos olhos, Imponderável. Vou-me, mas te deixo o sonho, o sono, o descanso Deixo uma música repleta de ilusão, E também minha alma desencanto de sonhos Em tua mão...

[Conto] A Arte do Acaso

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Decidi que era o momento de jogar algumas coisas fora. E procurando qualquer coisa dispensável nas minhas gavetas descobri algo: uma carta. Um envelope pardo, sem remetente, nem selo. Mas havia meu nome nele: Para Bianca. Alguém o havia colocado ali. Nas primeiras linhas descobri de quem era. E as linhas seguintes me fizeram chorar muito. Capítulo 1 Era um tempo triste, de solidão profunda, um vazio de cores e inspiração. Desses dias em que a gente pensa em acabar com tudo num simples gesto. Sentara no banco do parque para observar os transeuntes. Estava tão ligado à rotina do trabalho, que já não era artista, mas um técnico da arte. Havia me esquecido de certos prazeres que a natureza pode proporcionar à imaginação. Perceber o simples farfalhar das folhas das árvores, nos seus variados tons de verde, o canto mavioso dos pássaros cinzas e azuis, os patos brancos boiando no lago, crianças com seus sorrisos puros brincando de bola, alguns fazendo seu cooper matinal, em d...

[Poema] Vil

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Aqui não tem chão comum A multidão passa gritando Mas eu ouço somente  O silêncio das minhas palavras... Não tenho motivos Não tenho rimas O muito que sobra Dispenso na rotina do trabalho... Tornei-me o que desprezava O que era pecado nos outros Descobri-o em mim... Dentro de mim habitava a mentira Habitava o sarcasmo É fácil perceber o erro alheio Mas nunca percebemos os mesmos erros Em nós... Pequei alma cândida Pequei contra o céu e contra ti Meu erro me anulou E agora sou invisível Mas não por você Por mim Para aprender a domar essa fera Os sentimentos estão fora de controle Não os tenho debaixo da rédea de outrora São fortes, robustos, invencíveis Ou me entrego a eles Ou continuo lutando... Vou continuar lutando... Sou uma sombra agora Mas sombras aparecem somente se houver luz Fica a seu critério Manter a pouca luz acesa Ou apagá-la de vez...

[Poema] Conta Errada

Em cada canto um lamento Em cada face uma lembrança Em cada entrada uma esperança Em cada vento meu sopro Não fui sol Não fui o par Fui uma conta Cujo resultado Era primo Mas minha voz ecoa Meu abraço voa Ao encontro do teu...