[Poema] Gênesis
Não são os olhos
Não são as bocas
Gracejos insossos alheios
Ou um olhar cândido
Em detrimento da obra.
Não é por fora que cresço
É por dentro.
Através do mundo de recordações
Das fugidias sensações
Dos julgamentos escolhidos.
O mundo não me cabe
Não suporta minha liberdade
Não é este mundo palpável
É um mundo dentro de um mundo
Infindável.
Não sou do mundo
Mas ele para mim.
Não sou das rimas e estrofes
Mas elas para mim.
Meu instrumento de trabalho
Da ilusão é o atalho.
Materialismo profundo
Numa alienação versificada
Do trabalho sou nada
Da poesia sou tudo.
Não são as bocas
Gracejos insossos alheios
Ou um olhar cândido
Em detrimento da obra.
Não é por fora que cresço
É por dentro.
Através do mundo de recordações
Das fugidias sensações
Dos julgamentos escolhidos.
O mundo não me cabe
Não suporta minha liberdade
Não é este mundo palpável
É um mundo dentro de um mundo
Infindável.
Não sou do mundo
Mas ele para mim.
Não sou das rimas e estrofes
Mas elas para mim.
Meu instrumento de trabalho
Da ilusão é o atalho.
Materialismo profundo
Numa alienação versificada
Do trabalho sou nada
Da poesia sou tudo.
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