[Conto] Monólogo
Nota: Trata-se de conversa entre uma personagem minha e um pequeno impulso eletromagnético. A personagem feminina narra como se a história fosse dela. Estava sentada no meu campo meditativo, quando enfim invocaram-me para um diálogo. Era um homem de cabelos grisalhos, usava uns óculos que rejuvenesciam sua feição, beirava os trinta anos de idade. Creio que ele não sabia quem era nem onde estava. Parou à minha frente. - Olá, por que paraste de escrever? - indagou o meu opositor. - Porque me faltam motivos - respondi. - Lembro-me que escrevias quando doía-te a alma. - Decerto, todavia minha alma descansa perene no vácuo. - Sentimos falta dos teus textos. - Meus textos não têm nada a acrescentar. São ilusões pictóricas. São sentimentos alheios que furto de transeuntes alienados. - Alguém específico? De quem se trata? - Segredo. Tudo que me vem a sete chaves de forma alguma é destrancado. Sou silenciosa como a morte e confiável como uma serpente, pois mesmo o a...
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