[Poema] Âmbar

Algumas coisas não devem ter freios
Algumas coisas não merecem julgamento
Nem tudo que é mau é tão mau assim...

Toda moeda tem duas faces
Todo homem esconde uma.
Pensei que tudo havia acabado
Que meus atos haviam me matado
Contudo lá estamos nós outra vez
Seguindo o mesmo caminho do começo...

A vida é constante
Não há motivo que nos anule
Não há indício de fraqueza
Não há sequer muralha...

Nossos inimigos estão dentro de nós
Nossos sonhos são heróis
O medo do fracasso é inimigo
Nossa felicidade é esperança
A solidão é rival
Todo lado tem seu oposto
Então mesmo a solidão e o medo
Tem algo de bom em si...

Eu tenho medo
Eu estou sozinho
Porém nem isto me faz menor
Sou desbravador de um terreno mortal
A vida é um campo de batalha
Onde mesmo o receio e a solidão
Surgem-me como armas...

Eu tenho vontades
Eu tenho paixões
E isto me faz pequeno
Pois minhas vontades me fazem perder
E minhas paixões me deixam cego...

Algumas coisas não devem ter freios
Devem seguir o curso que a água toma
Devem levar sujeira para longe
Devem lavar a alma do pecado...

Algumas coisas não merecem julgamento
Outras já nascem condenadas
O que sou eu?
Réu ou culpado?
Eu sou o dono da moeda...

Até quando?

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