[Conto] O Último Conto

Capítulo 1

Uma das coisas que Marcelo menos gostava era ter que escrever sobre algo com um tema definido. Trabalhar no jornal da cidade lhe cortava as asas da imaginação. Alguns escritores da redação, já mais andados, podiam escrever sobre o que quisessem. Não havia reunião às 17h para definir o tema da semana para eles. Entretanto para Marcelo não havia essas regalias. Sempre lhe davam temas fúteis, coisas que não faziam o menor sentido escrever, coisas tão banais que ele se perguntava porque ainda estava ali. Por que manter-se num lugar que não parece ter sido feito para você, onde não é bem visto? Suas armas afiadas nunca poderiam ser utilizadas, não estava lhe parecendo muito proveitoso manter-se ali.

Quando chegou à sua casa, no fim daquele dia, ligou o note, mas a tela que via não aparentava outra coisa senão sua branquidão de vazio. Olhava o tema impresso à sua direita, mas nada lhe era enviado às mãos, para que digitassem. Foi à cozinha, abriu a porta da geladeira e destacou de lá uma bebida. Voltou para a tela do seu notebook e novamente só havia a assustadora tela branca.

Começou a pensar e disse a si mesmo que iria escrever a primeira coisa que viesse à mente. Vai que dali algo surgisse. E viu um garoto numa história que começaria agora.

Tiago nascera com um problema no corpo. Suas mãos nunca se desenvolveram, sua saúde, apesar disso, era perfeita e era portador de uma inteligência fora do comum, ao ponto de ser excepcional. Crescera ouvindo sua mãe contar histórias. Aquelas velhas lutas entre o bem e o mal, com um pouco de mitologia grega e nórdica, e algumas histórias da Bíblia.

Sua mente era um universo que ele não sabia dizer ao certo se tinha um fim. Também nunca teve a intenção de procurá-lo. Neste lugar o céu era sempre azul. Nuvens de algodão reinavam na abóbada celeste, assim como os pássaros, dragões e as naves espaciais. Não havia gravidade, nem leis de atração, na verdade elas estavam lá, entretanto não eram elas que determinavam as coisas. Outros planetas pairavam ao redor do seu preferido, alguns eram de cores prateadas e outros com várias misturas tornando o universo convenientemente colorido. Tiago havia escolhido o seu planeta dileto, o marco zero, o princípio de tudo. Chamava-o de Téos. Sempre que cerrava os olhos com o intuito de se fechar para o mundo exterior aparecia ali. Saía de uma caverna e se debruçava na beleza da relva verde, das cachoeiras flutuantes, das montanhas azuis, das campinas com suas flores dançantes, do vento impetuoso. Havia criado o vento para si, um vento que assobiava suas canções preferidas. Adorava ouvir o sussurro deste em seus ouvidos, o cântico brando, o soar afável e as carícias que este fazia em seus cabelos.

Adorava criar animais. Os ornitogatos, pandachorros, girafantes, aranhobras, etc. Além disso permitia que ali brotassem seres já existentes, aqueles que habitavam no nosso mundo real. Idolatrava pássaros de grande porte. Não havia outro animal que se comparasse à sua Águia Branca. Sua melhor amiga. Era nela que se assentava para poder ver sua criação pelos céus. Nos fins de tarde voava em seu dorso, faziam piruetas incríveis. Riam muito.

Havia dado a cada objeto ou ser criado um propósito. Sempre que necessitasse de algo para o mundo exterior retiraria de lá, do seu universo particular.

Como não podia escrever pedia aos mais próximos que o ajudassem. Ditava suas histórias muito rapidamente, pois o pensamento é mais ágil do que o movimento das mãos. Ninguém conseguia acompanhá-lo. Tiago era triste por fora. Um incompreendido. Os outros lhe resguardavam pena ou dó, devido à sua condição. Todavia o que fora retirado do seu corpo sobejava em criatividade na sua mente. Havia principiado com uma biblioteca onde os livros voavam à sua vontade e as páginas se abriam quando desejasse. Não almejava ter as mãos. Às vezes ele agradecia o fato de não tê-las, pois assim talvez não tivesse seus mundos. Após a biblioteca veio a máquina do tempo, donde ia a qualquer época que a vontade direcionasse. Presenciaria a história se fazendo. E assim o fez. Em seguida criou uma cidade e mais à frente um continente, outros continentes, um planeta, e outros e vários outros, um sistema aparentemente infinito, onde a palavra impossível não existia.

Após toda essa criação decidiu dar origem a personagens. Irrefutavelmente a obra mais difícil de todas. Pintou-os, concedeu asas a alguns e habilidades incríveis a outros. Por fim encheu-os com vários sentimentos. Não aferiu quanto cada um recebera, no entanto todos granjearam doses de sentimento. Aleatoriamente dispostos na caixa outrora vazia de suas mentes criadas.

Esse era seu mundo.

Capítulo 2

Mateus já não suportava mais ser vítima de brincadeiras idiotas dos outros alunos. Se pudesse matava cada um. No entanto reprimia essa vontade. Tirando isso sua vida se resumia a tentar escrever. Era um exímio copista, mas não lograva criar algo seu. Copiava livros e livros, sempre buscando os significados das palavras nos dicionários. Não tinha sentido para seus pais ver seu filho ficar sempre copiando os livros. Pensavam que Mateus deveria ter algum problema psicológico, algum distúrbio mental, porém nunca encontraram algo realmente errado com ele. Os médicos diziam que deveria ser considerado uma simples mania, nada mais.

Mateus não encontrava um propósito, um motivo, um porque de viver copiando, mas não cessava de fazê-lo.

Capítulo 3

Não é nenhuma surpresa dizer que a mão oculta do destino um dia colocou Tiago e Mateus juntos, num banco de ônibus. Mateus copiava um pocket de Macbeth. Tiago e sua irmã, que sempre o acompanhava, observavam-no, curiosos. Tiago não era dessas pessoas curiosas que perguntam porque alguém fazia isso ou aquilo, afinal não era da conta delas. Porém a curiosidade era tamanha que não pôde se conter e perguntou:
- Por que você está copiando este livro?

Mateus copiava a seguinte frase no momento da pergunta: “Insígnias de nobreza semelhantes às estrelas hão de brilhar naqueles que forem dignos delas.”

- Gosto de copiar. Adoro ver minhas palavras se formando no papel.

- E porque não escreve algo seu?

- Não tenho o dom. Adoraria redigir, mas nada sai. É como se só houvesse infindáveis palavras vagando na minha mente, só que não consigo reuni-las, formar frases ou um parágrafo com sentido. Não é bem sem sentido. Na verdade não consigo criar histórias. Vontade eu tenho. Sinto-me como um garoto com o melhor violino do mundo, mas não sei tocá-lo.

- Entendo. – disse Tiago, cabisbaixo.

 

Mateus havia cessado de copiar. Ficou circunspecto observando vultos que passavam do lado de fora do ônibus. Tiago disse:

- O meu problema é outro. Eu tenho muito a escrever, mas sou desprovido de mãos. Ninguém consegue acompanhar-me ao tentar passar para o papel o que falo. Muitos desistem.

 

Neste instante os olhos de Mateus se abriram. Seu semblante parecia lâmpada se acendendo. Um choque diferente nos neurônios lhe liberou uma explanação, uma eureca. Os dois se completavam. Tiago tinha as idéias, mas não os meios para representá-las no papel. Mateus tinha agilidade com as mãos e era um dicionário em pessoa, mas não sabia criar uma história. Tiago seria o compositor das histórias e Mateus, o tocador. Ambos tocariam juntos.


Mateus convenceu Tiago a juntarem seus dons numa obra, num futuro desejado pelos dois, mas para isso teriam que ver se conseguiriam criar algo realmente bom. E fizeram então um teste para ver como sairiam.

Quando Tiago começou a falar algo aconteceu com Mateus. O mundo parou e ele conseguiu ver as palavras saindo da boca do amigo. Graficamente as palavras foram formando um caminho de significados, que Mateus ia seguindo e coletando-os. Eram como frutos de uma árvore branca, mas que foi ficando de outras cores, piscando as cores primárias, passando para as secundárias. Mudando palavras simples e colocando a pontuação no jardim daquela história. Podando os ramos sem frutos, e regando a raiz com maestria.


Marcelo se assustou com o que havia escrito. Em pouco mais de trinta minutos criou toda essa história. De onde veio isso? Droga! Leu umas dez vezes e achou bom. Mas não era o que o editor-chefe precisava para a semana. Ele queria um texto sobre o estresse pelo qual os cachorros passam antes de uma poda. Ninguém merece. Salvou o texto e foi dormir, tentando imaginar um cachorro estressado.


Capítulo 4

No dia seguinte, depois do trabalho, foi ler de novo o que havia escrito. Tentou continuar a história.

Mateus e Tiago então levaram o material que tinham em mãos para uma editora. Lá ouviram críticas muito boas sobre o conto e os editores queriam mais. Negociaram fazer um livro, mas teriam que escrever pelo menos trinta contos. Não foi difícil para eles, sentiam prazer no que faziam. Em uma semana reuniram todo o material e voltaram à mesma editora. Por fim assinaram contrato. E logo tiveram o livro publicado. Não havia como dizer com quanto cada um havia colaborado para a criação do livro. Pois era uma mescla de trabalho árduo com criatividade. Como uma massa de bolo já pronta. Não sendo possível distinguir o ovo do leite.

Conseguiram algum dinheiro e certa fama, estourando nas livrarias em vendas. Em menos de dois anos já tinham sete livros publicados, o conteúdo era composto por todo tipo de tema: fantasia, drama, comédia, terror, romance, etc. Eles tinham uma química. Conseguiram realizar em pouquíssimo tempo o sonho de muitos escritores universitários.

Porém, a inveja chegou de mansinho e se instalou no coração de Mateus. Algumas pessoas da editora perceberam que quem tinha o baú das histórias era Tiago. Perceberam que Mateus era um mero instrumento que fazia parte daquela teia. Só que não sabiam da dificuldade de Tiago em conseguir alguém para acompanhá-lo. Não sabiam do acordo que ambos haviam feito um dia.

Mateus acreditou com todo seu ser que poderia percorrer o mesmo caminho que ele e Tiago até chegar àquele ponto. Decidiu que tiraria o amigo da jogada. Deliberou que escreveria só. Assustou-se com um pensamento que o abateu. Mataria o amigo. Sim, mataria aquele que lhe deu esperanças de realizar o seu sonho, queria partir para a carreira solo.

Uma semana depois lá estava, numa rua deserta, à noite, Tiago e Mateus frente a frente, um deles estava armado, o outro sobressaltado e ao mesmo tempo buscando uma resposta plausível que justificasse aquela cena. Mateus não expressava em sua face, porém sua mente estava em guerra. Amizade versus negócios. Mateus desejava os holofotes. Estava tão cego pela inveja que não pensou no futuro. Não pensou se o pegariam, se conseguiria escrever só, se sua consciência o perdoaria ou viveria o resto da sua vida com aquela culpa. Mas naquele momento já não havia volta. Ter apontado a arma para Tiago lhe tirou todos os créditos e confiança. Se Tiago saísse dali vivo a vida de Mateus iria por água abaixo.
- Por que isso, meu amigo? – indagou Tiago.
- Não quero ser sua sombra.
- Não há sombras na nossa sociedade, você quem teve a ideia de juntar nossas habilidades, eu achei magnífica. Só não entendo esse ato seu.
- Já não quero mais ouvir os outros dizerem que o serviço é todo seu, que sou só um instrumento dispensável.
- Amigo, tire essas coisas da cabeça, baixe essa arma.

Da distância que estavam um do outro, Tiago não podia perceber a lágrima que caía do rosto de Mateus.
- Eu não quero viver assim, Tiago.
- Você não deve viver ou reagir conforme os comentários que ouve. Isso corrói a alma humana desde o princípio. Julgam causas sem provas. Você deve perceber o mundo que criamos juntos. Isso tudo é NOSSO.
- Chega! Pra você é fácil falar, eu que vivo disperso, separado do teu meio, vivendo nos bastidores. Não quero isso pra mim. E a única forma de conseguir ser o ator principal é tirando você da jogada.
- Não creio que seja dinheiro o que te motiva, você sabe que não me apego a ele. E que fama toda é essa da qual você fala? Não somos famosos assim como você disse. 

Mateus ficou em silêncio absorvendo as palavras do amigo, mas a inveja trabalhava arduamente nesse propósito de sugar tudo. Inflamou a alma de Mateus a ponto de fazê-lo ficar surdo.
- Amigo, me perdoe. – disse Mateus

Ouviram-se dois tiros. Um corpo caiu. A luz do poste iluminava a arma que soltava uma fumaça dançante.

O peso na mente de Mateus havia desaparecido. Toda aquela pressão que o havia lançado a essa aventura insana havia se dissipado. Já pensava em como seria dali para a frente. Dali a alguns dias, depois do enterro de Tiago, com certeza a editora viria a ele, na intenção de fazer um trabalho novo. Era só esperar a poeira baixar. Só não contava que a investigação do assassinato do amigo chegasse até ele com uma prova que havia passado despercebido. Uma ligação de celular alguns minutos antes de Tiago morrer constava nas gravações da operadora de telefonia móvel. Na gravação se ouvia a marcação de um encontro no local onde o corpo foi achado.

Mateus alegava inocência e sua mente arquitetou as provas de que ele não era o assassino. Não havia no reservatório do seu subconsciente a culpa. Foi apagado de sua memória aquele dia. Por isso não se dizia culpado, pois no íntimo não havia sido ele. Sua convicção nas palavras e depoimentos perante o juiz quase o inocentaram, mas as provas estavam ali, para não deixá-lo impune.

Condenado a vinte e cinco anos de prisão, Mateus não matou sua vontade de escrever. Preso numa cela escura e suja. Amarrado fisicamente, mas começou a dar asas à sua mente. Nas paredes da cela na qual estava confinado, pegou um giz e começou a escrever:

Orfeu fechara os olhos. Não havia nada à sua frente. Não mais. Apesar de saber no íntimo que estava rente ao precipício, permanecia imóvel. O vento marítimo soprava seus cabelos. Estava visivelmente abatido. A mulher que tanto amava dissera adeus. E agora sem razão decidira findar sua participação na peça. As lágrimas corriam pelo seu peito nu. O suor caminhava pela testa. O coração trabalhava mais intensamente, como se soubesse o que estava por vir. Tentando alertar o cérebro. Mudar o rumo dos seus pensamentos. Nosso herói tornava evidente sua consternação. Na ausência dos outros conseguia ser ele mesmo. Não havia possibilidade de se trair na solidão. Chorava, e num acesso de fúria e saudade crescente gritou o nome dela em direção aos céus: Eurídice!

Silêncio. Ninguém o podia ouvir. Queriam saber como ele estava. Porém só emitia respostas evasivas. Não queria preocupar os outros com sua dor. Não havia necessidade de dividir isso com mais ninguém. Só Orfeu sabia como era sentir a ausência da sua amada.  E isso continuava ferindo sua alma, batendo, batendo, batendo. Era inevitável cogitar outra saída a não ser buscá-la. Isso mesmo. Apesar de saber das regras da vida, ele não queria se entregar a essas medidas categóricas que a existência impõe: o fim. Deliberou que não era para ser o derradeiro suspiro de Eurídice. Pelo menos não ainda. Logo agora que a encontrara. E com a mesma velocidade de uma luz que emana dum foco luminoso findando no horizonte a havia descoberto, também a havia vorazmente perdido. Sutil, porém mortal. Tinha que retirá-la do reino da morte. Caso contrário teria que se unir a ela, não com amores e beijos a dividir, mas só sofrimento e dor.

Com o auxílio da sua lira tocara uma bela canção no ápice da cidade. Uma melodia chorosa e apaixonada que lograva alcançar o coração dos deuses. E por fim conseguira o apoio dos habitantes do Olimpo. Uma singular oportunidade para resgatar Eurídice. Necessário era, porém, que se lançasse do alto do precipício que outrora se encontrava. Sentiria a dor fria e lancinante da morte. Seria necessário morrer para poder viver ao lado do seu amor. E sua mente não meneava procurando uma razão. Essa oportunidade cegara todos os outros sentidos do seu corpo. Seu coração e sua mente comandavam todo o resto. Todo o seu ser e toda sua razão haviam se unido num propósito que superava qualquer ciência, qualquer filosofia, qualquer lógica. Estava acima de todo metodismo humano. Um sentimento que ninguém no universo havia sentido. Uma força que ninguém havia provado em todos os tempos. Um amor acima da própria perfeição.

O amor que dedicava a Eurídice se tornara uma obsessão. Um objetivo tão restrito que até o tempo para se alimentar ou se cuidar era ínfimo. O destino, audaz controlador de vidas, estava prestes a sofrer uma derrota. Devolver à vida algo que ele havia subtraído. Devolver à vida a razão de viver do nosso herói. Ou será que não seria o próprio destino que havia criado essa possibilidade de resgate?

O homem negro pulara do precipício convicto. Fechara os olhos, levantara o pé direito, e dera o passo. Um passo para a morte. A brisa que corria pelo seu corpo começou a ficar abrasadora. Caíra em algo que parecia mar, mas não era. Assemelhava-se a algo gelatinoso, um pouco ardoroso. O movimento dos seus membros era lento. No entanto conseguia respirar, com certa dificuldade. Não estava no mar. Movimentou-se até que caiu no chão. Arfante. Fitou o horizonte de onde estava. Observou o seu redor. Sentiu um frio na alma, calafrios. Estava na Morada dos Mortos.

O deus do inferno apareceu na frente dele e perguntou o que fazia ali aquele jovem destemido. Orfeu, sem pestanejar, disse que fora ao Hades, na intenção de resgatar seu amor. O deus disse que alma nenhuma sairia dali, todavia lhe fez uma proposta.

Eurídice abriu os olhos e sentiu queimarem-se, parecia que nunca os havia aberto. Estava num lindo jardim, viva. Levantou-se feliz e procurou seu amado por todos os confins da terra, sem nunca o encontrar de novo.

O deus do inferno concedeu a Orfeu a escolha de ficar no Hades no lugar de sua amada. Se Orfeu ali ficasse, Eurídice voltaria à terra. E não demonstrou dúvida na escolha. Decidiu que morreria por ela mil vezes se pudesse. Mas somente aquela única vida que tinha já lhe bastava...

Ao terminar de escrever, Mateus verificou que estava bom. Nunca havia escrito algo bom desse naipe. Leu tudo por volta de vinte vezes. Sorria de uma felicidade que nunca sentiu. Havia dado àquele conto, o seu único o título: O Último Conto. Após isso enforcou-se.

Marcelo ficou impressionado. Gostou muito do que havia escrito. Talvez devesse estar na hora de sair do jornal e tentar escrever um livro. Nem se lembrava mais do estresse do cachorro...

                        “Insígnias de nobreza semelhantes às estrelas hão de brilhar naqueles que forem dignos delas.” William Shakespeare.

Comentários

Andarilha disse…
Fui..a..carícia..que..morreu..com..teu..cansaço...

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